A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou a destruição total de 15 postos policiais na província da Zambézia, resultado de atos de vandalismo ocorridos durante manifestações violentas. Além das infraestruturas policiais, foram também destruídas residências protocolares, estabelecimentos comerciais e bens privados, deixando um rastro de prejuízos significativos.
Residências de administradores e comércio atacados
Segundo as autoridades locais, três residências oficiais de administradores distritais foram vandalizadas, com destaque para a residência do administrador de Milange, incendiada no dia 24 de dezembro. Estabelecimentos comerciais também foram saqueados, com perda total dos bens em várias lojas.
A PRM acredita que os manifestantes direcionaram os ataques aos postos policiais como estratégia para desestabilizar as forças de segurança e fragilizar a resposta pública à violência.
Polícia aponta para ataques coordenados
O porta-voz da PRM na Zambézia destacou que as ações parecem coordenadas e que as infraestruturas policiais foram alvos prioritários dos manifestantes.
“Os manifestantes atacaram 15 postos policiais, o que demonstra um plano claro para enfraquecer a capacidade de intervenção da polícia. Além disso, as sedes do partido FRELIMO e as instalações da Comissão Nacional de Eleições (CNE) também foram vandalizadas, assim como casas particulares de membros do partido e agentes da polícia”, afirmou o porta-voz.
Recuperação gradual e reforço da segurança
Apesar da destruição, as autoridades garantem que a situação na província da Zambézia está gradualmente a voltar à normalidade. A PRM reforçou a presença policial e está a implementar ações de sensibilização junto às comunidades para restaurar a ordem pública.
“As forças de defesa e segurança estão a trabalhar arduamente para estabilizar a situação e recuperar a confiança das comunidades. A reposição da ordem pública já está em curso”, declarou o porta-voz da PRM.
Seis agentes feridos e necessidade de reconstrução
Durante os confrontos, seis agentes da PRM foram agredidos fisicamente. As autoridades reconhecem a necessidade urgente de um plano de reconstrução das infraestruturas destruídas e de reforço da segurança pública para evitar novos episódios de violência.
“A destruição dessas infraestruturas requer um plano de reconstrução imediato, que deve ser desenhado em colaboração com as comunidades locais e o governo”, concluiu o porta-voz.
A polícia apela à população para manter a calma e cooperar com as autoridades no processo de recuperação e estabilização da província.





